18/11/2010
Crescer com sustentabilidade é o grande desafio do setor de Habitação
O Brasil vive um momento de crescimento contínuo com grandes perspectivas de novos investimentos que tendem a aumentar com a realização de vários eventos de grande porte como a Copa do Mundo, em 2014, e as Olimpíadas, em 2016.
O setor da construção civil – que esteve estagnado por quase 20 anos – agora mostra uma retomada vigorosa e vai crescer 6,1% ao ano, criando 3,3 milhões de novos postos de trabalho.
A ocupação no setor deverá passar de 6,9 milhões de pessoas, em 2009, para 10,2 milhões de pessoas, em 2022.
A participação da cadeia produtiva da indústria da construção no PIB nacional saltará de 8,3%, em 2009, para 9,5%, em 2022, segundo estudo da consultoria FGV Projetos.
No entanto, segundo João Cláudio Robusti, coordenador do GT Habitação, do Construbusiness, ao mesmo tempo em que há crescimento, o Brasil ainda apresenta deficiências habitacionais e principalmente de infraestrutura sem contar com o problema da escassez de mão de obra em todos os setores:
"O País de hoje é carente de mão de obra qualificada e isso será muito em breve um grande problema. Não haverá mão de obra para cobrir a demanda. Assim, é preciso que o governo comece desde já a se preocupar com cursos técnicos e em criar condições para melhorar o estudo no País", alerta Robusti.
Para propor soluções e apontar gargalos dos setores da indústria travados em função de burocracia, falta de investimento e planejamento, a Fiesp, em parceria com mais de 100 entidades ligadas à indústria da Construção, elaborou – assessorado por duas consultorias (FGV e LCA) – um programa de Estado, em forma de livro: "Brasil 2022: Planejar, Construir, Crescer", a ser apresentado ao novo presidente e governadores eleitos.
A 9ª edição acontece no próximo dia 29 de novembro, das 8 horas às 18 horas, no Teatro do Sesi, na Avenida Paulista, 1313, prédio da Fiesp, em São Paulo.
"É uma agenda inédita que acompanhará o governo por 12 anos, três mandatos, com objetivo de apresentar, à sociedade e aos homens públicos, propostas que contribuam, de maneira efetiva, para o crescimento do Brasil", enfatiza o vice-presidente da Fiesp e diretor-titular do Deconcic, José Carlos de Oliveira Lima.
Silvana Orsini
Agência Casa da Notícia
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