14/12/2009

Calçadas – Segurança para o pedestre

Canteiro de obras




Calçadas – Segurança para o pedestre, valorização para o imóvel







É cada vez maior a solicitação por serviços de construção e de reforma de calçadas. Para aproveitar essa oportunidade de trabalho, é indispensável conhecer as normas técnicas que definem como proporcionar trânsito livre e seguro aos pedestres, considerando especialmente os portadores de deficiências, os idosos e as gestantes.







Em todos os municípios brasileiros há uma legislação que define como devem ser as calçadas. “Se elas oferecem riscos para os pedestres, os donos dos imóveis podem ser multados, pois são os responsáveis pelas respectivas calçadas”, explica o arquiteto Antônio Luis Fornari, da Supervisão de Obras da Subprefeitura de Santo Amaro, São Paulo. “Calçadas devem ser livres de obstáculos e ter os pisos seguros”, afirma.



Calçadas mal planejadas, com buracos, saliências, degraus e pisos derrapantes podem causar acidentes graves, prejudicando sobretudo os idosos e aos deficientes físicos.











AS REGRAS DA CALÇADA LEGAL







(foto de abertura mostrando calçada ideal, com as 3 faixas definidas)



Legenda: “Calçadas bem feitas e bonitas valorizam os imóveis, embelezam as ruas e fazem as áreas comerciais mais atraentes”. (Arquiteto Antônio Fornari)







Dimensões: Uma boa orientação técnica é dividir as calçadas em faixas, diferenciadas por cor ou por textura (pisos diferentes). Calçadas com até 2 metros de largura podem ser divididas em duas faixas. Passeios mais largos podem ser divididos em três:







1ª faixa: De 75 cm, em média, indica o espaço para colocar árvores, rampas, postes, telefones públicos, caixas de correio e outros equipamentos urbanos. É a faixa de serviço.



2ª faixa: Reservada só para a circulação de pedestres. A superfície deve ser regular, antiderrapante, sem fissuras e com pelo menos 1,20 m de largura.



3ª faixa: É a da entrada dos imóveis. A medida depende da largura total da calçada.







(fotos dos 3 tipos de pisos)



Materiais: Concreto simples, blocos de concreto pré-moldado e ladrilho hidráulico sobre concreto. Estes são os materiais permitidos na maioria dos municípios brasileiros.



O concreto pré-moldado em placas e o ladrilho hidráulico são indicados para todo tipo de via. Também é recomendado o concreto simples, com acabamento rústico, para evitar escorregões.











(foto ou ilustração conforme abaixo)



Garagem: É indispensável preservar a faixa de circulação dos pedestres no centro da calçada. Essa faixa não pode ter uma inclinação transversal maior que 2%, para não prejudicar os pedestres. É muito importante manter o nível da calçada dos vizinhos, para não formar degraus. O rebaixamento das guias só pode ser feito pelas prefeituras.



























(fotos pisos táteis, inclusive junto à rampa em faixa de travessia)



Acessibilidade e rebaixamento: As pessoas com deficiência visual se orientam com a bengala e pelo contato da sola dos pés com pisos especiais. São os pisos táteis, de dois tipos. O piso direcional deve ser afastado 50 cm do limite da calçada e permite ao deficiente visual caminhar com segurança. O piso de alerta deve ser colocado em áreas de rebaixamento de calçada, travessia elevada, canteiros ou qualquer outro obstáculo.







Caimento: Se a calçada do vizinho estiver com a inclinação correta, iguale o nível do pavimento. Não se deve esquecer do caimento, para evitar poças de água.







(foto de calçada com jardineira/árvores)



Vegetação: Nas ruas onde não há grande movimento de pedestres as faixas de serviço podem ser ajardinadas seguindo um padrão. Nesse caso a calçada deve ter no mínimo 2 metros de largura e o espaço do canteiro não pode interferir na faixa livre do pedestre. O plantio de árvores deve ser feito pela prefeitura. A base da árvore nunca deve ser cimentada, para não prejudicar seu desenvolvimento.















(Box do leitor)







Esta reportagem foi feita por sugestão do nosso leitor ....................., de ........., que escreveu ao Jornal do Pedreiro comentando as dúvidas que surgem na hora de reformar ou de construir calçadas. “Por que quando fazemos calçadas pensamos nos carros e não nos pedestres? – perguntou. Os engenheiros, arquitetos e pedreiros deveriam instruir os proprietários na construção das calçadas”.







(fotos de calçadas arruinadas e fora dos padrões)

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