ABCP treina equipes para duplicação do Anel Viário e da BR-222
Entidade domina tecnologia do pavimento de concreto, que será utilizada na duplicação das duas rodovias por ser mais durável e indicada para vias de tráfego intenso e carga pesada
Do dia 23 a 27 de novembro, uma equipe de especialistas da Associação Brasileira de Cimento Portland (ABCP) estará realizando um curso sobre a tecnologia do pavimento de concreto, destinado às empresas e aos órgãos responsáveis pela execução da duplicação das rodovias BR-222 e BR-020. As duas estradas são, respectivamente, o acesso ao Porto de Pecém e o Anel Viário de Fortaleza.
Além de aulas teóricas, o grupo passará por uma capacitação técnica no dia 24, das 14h às 18h30, no laboratório da Universidade de Fortaleza (Unifor). O curso acontecerá das 13h às 18h30 no dia 23 e nos demais, das 8h às 18h30, no hotel San Martin, no bairro de Aldeota. Participarão do treinamento: DNIT/CE, DER/CE, Prefeitura de Fortaleza, universidades, além dos laboratórios locais e empreiteiras que executarão as obras.
TECNOLOGIA MAIS DURADOURA E ECONÔMICA
PARA AS ESTRADAS DO CEARÁ
O pavimento de concreto é uma solução tecnológica indicada para a construção de estradas com tráfego intenso, pesado e contínuo, como ocorre nas rodovias BR-222 (acesso ao Porto de Pecém) e BR-020 (Anel Viário de Fortaleza). Ele é recomendado em todo o primeiro mundo para fluxos de tráfego acima de 15 mil veículos/dia, como corredores urbanos, rodovias com escoamento de safra, regiões portuárias, regiões de alta ocorrência de transporte de carga e outros.
Grande durabilidade é uma das suas principais características. Quando bem executado, chega a durar mais de 40 anos, com manutenção mínima. Além disso, o gasto com manutenção nesse tipo de pavimento chega a ser até dez vezes menor que em outras opções de pavimentação.
A pavimentação com concreto apresenta várias vantagens para a sociedade, como uma distância de freagem em pista molhada até 40% menor que em pistas de outras soluções. Estudo da Arizona State University (EUA) demonstram, ainda, que quanto mais pesado for o veículo maior é a economia de combustível em função da rigidez do pavimento, que pode chegar a 11%.
O pavimento de concreto tem uma colocação clara, que permite uma maior visibilidade de pista no período noturno. Isso faz com que seja possível uma redução de gastos públicos com energia elétrica em até 30%. A mesma coloração clara também colabora com a diminuição dos impactos ambientais por reter menos calor ao longo do dia, tornando a temperatura ambiente mais amena, interferindo menos nos ecossistemas que margeiam as rodovias.
Nos Estados Unidos, mais de 20% das rodovias são de concreto. Na Alemanha as estradas de alta velocidade - autobans - são de concreto. Na América Latina, o Chile é o País que mais o utiliza em sua malha rodoviária. Já no Brasil, apenas 4 mil km de estradas foram construídos com a tecnologia, o que equivale a, aproximadamente, 2,5% das estradas pavimentadas. Muito pouco se comparado ao índice mundial, que está entre 25% e 30%.
De acordo com o Banco Mundial, cada dólar investido em uma estrada de concreto corresponde a uma economia de três dólares em custo operacional. Dados da Confederação Nacional dos Transportes (CNT) revelam que do 1 milhão e 700 mil km de extensão da rede rodoviária nacional, pouco mais de 165 mil km estão pavimentados. E desse total, 24% encontra-se em péssimo estado. Considerando que apenas 4 % da malha nacional recebeu pavimento de concreto, pode-se concluir que há uma enorme frente para o aproveitamento do concreto na recuperação e ampliação das estradas brasileiras, principalmente nas vias de tráfego pesado.
Em uma das visitas à obra de duplicação da rodovia BR-101 no Nordeste, em pavimento de concreto, o presidente Lula revelou sua expectativa quanto à qualidade de execução do pavimento: “Penso que essa obra vai balizar para as novas rodovias brasileiras e aeroportos uma qualidade de serviço que já há algum tempo existe na Europa e em poucas rodovias no Brasil. Nós precisamos melhorar a qualidade das estradas brasileiras porque às vezes você inaugura uma rodovia e, dois anos depois, ela já tem que passar por uma operação tapa-buracos devido a problemas”.
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