13/11/2009

COPROCESSAMENTO

DESTRUIÇÃO DE RESÍDUOS EM FORNOS DE CIMENTO

A geração de resíduos representa um dos maiores desafios para a sociedade contemporânea. O crescimento populacional e o constante desenvolvimento das indústrias exigem busca constante de soluções para o manejo adequado dos resíduos.

Neste sentido, a indústria de cimento está fazendo sua parte ao colocar seus fornos de processamento à disposição de diversos setores, para a eliminação de resíduos industriais. Esta alternativa de destruição de materiais descartados é chamada de coprocessamento e é regulamentada, em nível nacional, pelo Conselho Nacional de Meio Ambiente (Conama). Consiste na destruição dos resíduos no transcorrer do processo de produção do cimento, substitui parte da matéria-prima e/ou do combustível, para transformar calcário e argila em clínquer, principal constituinte do cimento.

Além dos benefícios ao meio ambiente, a atividade contribui para a economia de combustíveis fósseis não renováveis e gera empregos diretos e indiretos. Trata-se de uma opção segura para a destruição definitiva de resíduos industriais e de passivos ambientais em fornos de cimento. Amplamente utilizada na Europa, Estados Unidos e Japão, a técnica já é aplicada no Brasil desde a década de 90.

O processo é a melhor alternativa de destruição definitiva de pneus inservíveis. São gerados no mundo cerca de 2 bilhões de pneus inservíveis por ano, dos quais 20% são coprocessados. Além de pneus, os fornos eliminam resíduos de diversas indústrias, principalmente dos setores químico, petroquímico, metalúrgico, alumínio, automobilístico e de papel e celulose. Entre os mais comuns encontram-se borrachas, solventes, tintas e óleos usados, borras de petróleo e de alumínio, e ainda solos contaminados e lodos de centrais de tratamento de esgoto.


Somente em 2008, estima-se que foram coprocessadas 166 mil toneladas de pneus usados, o equivalente a 33 milhões de pneus que, enfileirados, iriam do Rio de Janeiro a Tóquio. No período de 2003 a 2008 foram coprocessadas 690.000 toneladas de pneus, equivalente a 138 milhões de pneus usados.


Fonte: Yushiro Kihara - ABCP

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